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Diário do Quintal – Depois da Chuva

Nos fundos da casa que habita o Tear, é guardado um espaço de cultivo de si e da terra, onde o encantamento da brincadeira faz brotar universos.

Depois da Chuva 

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03/12/2015

Ouvi dizer por ai que a vida representa a chance de uma incerteza e que a natureza se altera a cada segundo.

Terminam e começam ciclos que não se separam, muito pelo contrário, estão intimamente ligados uns aos outros.

A matéria nasce no solo, base de toda sua sustentação. Ela cresce, se desenvolve e tudo que a constitui volta para o solo novamente. A terra é berço e cova. É nascimento e morte.

Nela não há fim. A transformação que a matéria sofre recebe a ajuda fundamental de pequenos organismos e que surgem de repente.

Não é planta nem bicho
São de um reino diferente
Tem chapéu de todo tipo
Tem até fluorescente
Sabem de quem estou falando?
É do fungo minha gente!

Os fungos gostam de lugares úmidos e sombreados e aparecem quando a natureza precisa de ajuda para acelerar seu processo de decomposição.

Depois de tanta chuva, com seus chapéus branquinhos, eles vieram marcar presença num canto de árvore aqui na horta do Tear.

Elegantemente amontoados dão o ar de sua graça se transformando em florestas de cogumelos, que servem de abrigo para minhocas, gongolos e outros bichos miúdos do jardim.

O Jardineiro Beldroega