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Diário do Quintal

Nos fundos da casa que habita o Tear, é guardado um espaço de cultivo de si e da terra, onde o encantamento da brincadeira faz brotar universos.

só flores

Editorial Tearteiro

Com pés em chão lúdico criamos aventuras, e assim o quintal se amplia, brotam pés de livro, cata-ventos gigantes e casas de telhado verde. Em sua horta, nos transformamos em detetives ao investigar a vida vegetal e suas minúcias, e nessa floresta alargada pela imaginação encontramos seres encantados, de poucas, nenhuma e muitas patas. Assim, o conhecimento vai crescendo com a mesma espontaneidade das plantas, e a exemplo delas, ele se doa como alimento.

Post da Semana

Ewé Àse
28/04/2016
Verdolaga meu velho amigo
Muitos tempos vividos
Muitas sementes plantadas

De andanças e prosas
Entre cravos e rosas
Quantas ideias germinadas

Pelo caminho vão florescer
Numa pifada em sintonia
Com a alegria da passarinhada

Nutrida com as raízes da memória
É pra ti meu velho amigo
Que dedico essa história

Verdolaga é um grande observador da natureza e dedica muito tempo estudando os insetos e plantas. Por onde anda, vai colhendo sementes, frutos e folhas. Seu brinquedo favorito é sua flauta de bambu.

Em suas andanças, foi achar na Ilha do Fundão uma planta que lhe chamou a atenção. Suas sementes pareciam olhos, que tudo conseguiam ver. O jardineiro Verdolaga colheu as sementes e germinou o Olho-de-pombo no quintal do Tear.

Olho-de-pombo é uma planta da família das leguminosas, cujo os frutos são chamadas de vagens. Sua importância para a religião afro-brasileira é fundamental, sendo uma das principais plantas usadas no candomblé. Seus frutos quando amadurecem se abrem, deixando a mostra as sementes, de cor preta e vermelha. Por isso leva o nome de olho-de-pombo ou olho de Esú. Seu nome em yorubá é “Ewé Àse” que significa “planta de poder”.

Seus olhos brotaram, ajudando os ramos a apontarem o sol, florescendo num instante.
E calmamente, abriu nossos caminhos fortalecendo nossos laços.

Beldroega, o Jardineiro

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do Diário do Quintal

A aliança entre poesia e descoberta da natureza permeia os pequenos gestos dos jardineiros. São eles os guardiões da horta, quem acompanham e favorecem a germinação das sementes e observam o tempo de desenvolvimento e adaptação dos seres que vivem no lugar. Com muita curiosidade pelos círculos da terra, Verdolaga e Beldroega carregam o desejo de ter mais organicidade nos contextos urbanos. As plantas e o ambiente ensinam os jardineiros e eles nos ensinam a observá-los.

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